Calcificação do Anel Mitral: como graduar

Dando continuidade à série de postagens sobre estenose mitral (EMi) degenerativa/calcífica, vamos trazer aqui algo que não é plenamente uniformizado na literatura médica: graduação ecocardiográfica da calcificação do anel mitral (MAC).

Vou trazer aqui as duas diferentes formas de graduação que encontrei durante minhas pesquisas para tentar demonstrar o padrão utilizado nesses escores. A primeira forma foi a mais utilizada pelos estudos que encontrei. A segunda, foi adaptada de uma proposta de padronização que se utiliza da ecocardiografia e da tomografia computadorizada.

# Classificação 01:

Nestas publicações, MAC é considerada de grau leve se a calcificação for menor que 1/3 do total da circunferência do anel valvar; moderada se calcificação > 1/3 da circunferência, porém < 1/2; importante se calcificação > 1/2 da circunferência, se espessura da calcificação > 4 mm ou se extensão para o ventrículo esquerdo;

Arq Bras Cardiol: Imagem cardiovasc. 2022;35(1):ecom19

# Classificação 02:

Aqui foi proposto uma classificação adaptada de Eleid et al. Imaging and Therapy for Severe MAC, 2016 e que utiliza parâmetros ecocardiográficos e tomográficos.
Adpatado de Lamberg et al, CASE: Cardiovascular Imaging Case Reports
Volume 7 Number 5
Lamberg et al, CASE: Cardiovascular Imaging Case Reports
Volume 7 Number 5

A ecocardiografia 3D também auxilia na avaliação da extensão da calcificação

JOZSA et al, Association between mitral annular calcification and
progression of mitral and aortic stenoses, Echocardiography. 2020;00:1–8.

E aí! Como vocês fazem no dia-a-dia?

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