DICAS DE ECO TRANSESOFÁGICO

Identificação dos segmentos da valva mitral

Quando avaliamos a valva mitral, seja normal ou patológica, é necessário identificar corretamente os segmentos ou “scallops”.

Os diversos cortes do ETE2D obtidos desde o esófago médio permitem identificar esses segmentos, podendo ser utilizadas as projeções convencionais.

O esquema mostrado na Figura 1 mostra a região mitro-aórtica em eixo menor e os planos do ETE2D utilizados para visualizar os segmentos da valva mitral. A aorta foi posicionada abaixo da valva mitral, pois é essa a posição observada quando realizamos o exame.

Figura 1.

Corte longitudinal do VE: é o corte que permite visualizar a aorta e a junção mitro-aórtica no sentido longitudinal. A angulação do cristal varia de 120 a 140 graus, dependendo do biótipo do paciente. Este corte permite visualizar os segmentos centrais da valva mitral, A2 e P2 (Figura 2).

Figura 2.

Corte horizontal de 4 câmaras: Este corte é obtido com o ângulo do cristal entre 0 e 30 graus, dependendo do biótipo. Reconhece-se a correta posição do feixe ultrassônico quando são visualizadas simultaneamente as valvas mitral e tricúspide. Os segmentos visualizados são, também, os segmentos médios da valva mitral (A2 e P2), porém, com uma pequena rotação horária, o segmento A3 pode ser visualizado ao invés de A2 (Figura 3).

Figura 3.

Corte apical de 2 câmaras: Este corte, obtido com o cristal em ângulo de 80-100 graus, dependendo do biótipo, permite observar 3 segmentos da valva mitral, havendo 2 variantes. Quando aparece o apêndice atrial esquerdo, observa-se P1, A2 e P3 (Figura 4). Ao rodar o transdutor levemente em sentido horário, o feixe se anterioriza e aparece o tronco pulmonar, podendo-se observar A1, A2 e P3 (Figura 5).

Figura 4.
Figura 5.

Corte apical comissural: este corte, obtido com o ângulo do cristal entre 45-75 graus, dependendo do biótipo, permite visualizar 3 segmentos mitrais, P1, A2 e P3 (Figura 6).

Figura 6.

Corte transgástrico transversal: este corte, obtido ao nível transgástrico médio, com o ângulo do cristal em 0 graus, permite visualizar a valva mitral ao nível do seu plano de abertura, como visto no transtorácico transversal paraesternal (Figura 7).

Figura 7.

Nos próximos blogs continuaremos mostrando dicas técnicas para a realização do ETE2D.

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adailton batista

Otimas imagens, esquematizações também, bem didático. Parabens pelo capricho pedagogico

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