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Avaliação da Função Diastólica em Pacientes com Fibrilação/Flutter Atrial e Taquicardia Sinusal

A avaliação da função diastólica em pacientes com taquicardia sinusal torna-se mais difícil, devido à fusão (parcial ou completa) das velocidades E e A do fluxo mitral diastólico e às alterações hemodinâmicas que podem ocorrer, tornando a relação E/A um parâmetro menos confiável para análise.

Em pacientes com fibrilação ou flutter atriais, a ausência de atividade atrial organizada e/ou coordenada com o ventrículo esquerdo também leva a dificuldades na interpretação da curva do fluxo mitral. Além disso, o volume do átrio esquerdo pode estar aumentado nestas situações, sem que isto esteja relacionado ao aumento das pressões de enchimento do VE, e sim, ao desarranjo miofibrilar que ocorre nas taquicardias atriais prolongadas.

Portanto, o que podemos fazer, nessas situações, é estimar as pressões de enchimento do VE, utilizando parâmetros que descreveremos a seguir, mas a graduação da disfunção diastólica não é possível ou recomendada.

Taquicardia Sinusal

Fibrilação / Flutter Atrial

Paciente com fibrilação atrial e aumento das pressões de enchimento do ventrículo esquerdo (VE). Superior Esquerda: influxo mitral com aumento da velocidade da onda E e de sua taxa de aceleração. A seta aponta para a onda L (e não onda A). Superior Direita: jato de regurgitação tricúspide com velocidade de 3,2 m/s; ou seja, gradiente VD-AD estimado em 42 mmHg. Inferior: ondas e’ septal (esquerda) e lateral (direita) marcadamente reduzidas, com E/e’ média em torno de 30. Todos estes dados juntos implicam aumento das pressões de enchimento do VE.

Temos muitas variáveis para levar em consideração na análise da função diastólica em vigência de arritmia. Mas não se preocupem, pois estas dúvidas assolam quaisquer ecocardiografistas, mesmo os mais experientes. Então não se aflijam em se obrigar a graduar a disfunção em todos os pacientes.

Vimos que não é possível nestas situações, mas podemos ajudar os cardiologistas clínicos identificando aqueles pacientes que possuem pressões de enchimento aumentadas e, portanto, com maior probabilidade de desenvolver sintomas ou eventos cardiovasculares.

Gostaram da postagem? Têm alguma sugestão ou dúvida? Deixem nos comentários! Até a próxima!

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